O vereador Marcelo Serafim (PSB) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá dificuldades para governar diante de um Congresso que classificou como “extremamente de direita”. A avaliação foi apresentada durante pronunciamento na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta segunda-feira (26 de outubro), após a eleição para a Presidência da República.
Na fala, o parlamentar defendeu que o novo governo dialogue com a direita e o centro, além de fazer uma reflexão sobre a forma de governar. Segundo Serafim, a administração pública não deve atender apenas aos interesses da esquerda.
Defesa de diálogo entre os campos políticos
Serafim declarou que a direita precisa retomar o debate sobre projetos para o país e citou José Serra e Fernando Henrique Cardoso como referências de políticos que, em sua avaliação, discutiam a nação de maneira respeitosa e sem agressões.
“Não podemos governar só para a esquerda, temos que governar para a direita, temos que governar para o centro”, afirmou. O vereador também disse que Lula havia sinalizado essa disposição em declarações feitas após a eleição.
Para o parlamentar, o resultado das urnas representou uma vitória da democracia e da soberania. Ele afirmou ainda que a direita deveria refletir sobre os rumos adotados depois de setores desse campo político se aproximarem de um movimento que classificou como extrema direita, liderado pela família Bolsonaro.
Críticas à família Bolsonaro
Durante o pronunciamento, Serafim criticou declarações atribuídas a Flávio Bolsonaro sobre democracia e defesa dos interesses nacionais. Na avaliação do vereador, a atuação do senador estaria concentrada na tentativa de libertar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como preso por tentativa de golpe.
O parlamentar também mencionou uma suposta “bandalheira” no país e fez referência a Vorcaro. As afirmações foram feitas no discurso de Serafim, que igualmente declarou ter havido influência do extremismo sobre o voto de eleitores evangélicos.
A divulgação associada ao vereador não apresenta documentos, datas ou outros elementos que detalhem os episódios mencionados nas acusações. Também não informa quais medidas concretas seriam necessárias para a revisão defendida por Serafim na atuação da direita, nem estabelece prazos ou responsáveis para as mudanças políticas citadas.
Preocupação com instituições
Ao projetar o cenário do próximo governo, Marcelo Serafim disse que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, com a composição do Congresso descrita por ele, poderia resultar no fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), de instituições democráticas e do próprio Parlamento em situações de divergência.
“Nós não podemos negociar a democracia brasileira”, afirmou. Para o vereador, a eleição teria dado uma resposta de que a democracia é inegociável.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.
Foto: Arquivo/Dicom








