A trajetória de Paula Litaiff reúne experiências em diferentes áreas da comunicação e tem a Amazônia como eixo recorrente. Jornalista natural de Manaus, ela passou por redações, atuou como comentarista em rádio e televisão, colaborou com veículos nacionais, participou de uma série documental da Netflix e assumiu a direção de uma rede de mídia sediada na região.
Formada em Jornalismo e mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Paula também tem especialização em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. Perfis institucionais divulgados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registram ainda especialização em Ciências Políticas e cerca de duas décadas de experiência em Comunicação Social.
O percurso profissional combina a cobertura de acontecimentos urbanos com a análise de temas políticos e sociais. Também inclui uma frente acadêmica voltada à resistência de mulheres indígenas Kokama e a participação em debates sobre as condições de segurança para jornalistas e fontes em áreas de conflito.
Experiência em redações do Amazonas
Antes de assumir funções de gestão editorial, Paula Litaiff trabalhou como repórter nos jornais Diário do Amazonas, A Crítica e Amazonas Em Tempo. Nesse período, atuou nas editorias de Polícia, Cidades e Política, acompanhando ocorrências da vida urbana, temas de segurança pública e decisões relacionadas ao poder político no Amazonas.
A experiência em diferentes áreas de cobertura ajudou a formar uma atuação ligada tanto à apuração cotidiana quanto à interpretação de assuntos de interesse público. A passagem pelas redações também colocou a jornalista em contato com questões que atravessam a realidade regional, como violência, instituições, desigualdades e disputas políticas.
Além da atividade em jornais, Paula trabalhou em rádio e televisão. Seu currículo registra atuação como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. Ela também colaborou com O Globo, Estadão e UOL, ampliando o alcance de sua experiência profissional para veículos voltados a públicos de outras partes do país.
Participação em produção documental
Uma das experiências de maior circulação de sua carreira ocorreu com a série documental Bandidos na TV, conhecida em inglês como Killer Ratings e disponibilizada pela Netflix. A produção aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas.
Paula participou do documentário como uma das profissionais que relataram os acontecimentos à equipe responsável pela produção. Sua contribuição esteve relacionada à experiência acumulada na cobertura jornalística do caso e à apuração desenvolvida durante o trabalho em redação.
A participação aproximou a trajetória da jornalista de uma produção audiovisual com circulação internacional, sem afastá-la do vínculo com o jornalismo regional. O episódio integra uma carreira marcada pelo uso de diferentes formatos para tratar de política, segurança pública e questões sociais da Amazônia.
Da reportagem à direção da Rede Cenarium
Na área de gestão, Paula Litaiff fundou a Rede Cenarium e passou a exercer a função de diretora-geral da Revista Cenarium. A estrutura, sediada na Amazônia, reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.
Com a criação da rede, sua atuação deixou de se concentrar apenas na produção individual de reportagens e comentários. O trabalho passou a incluir a condução de equipes, o planejamento de projetos editoriais e a definição de abordagens para diferentes plataformas de comunicação.
A cobertura da Cenarium envolve questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. Os temas se relacionam a debates sobre o território amazônico e sobre decisões políticas e econômicas que atingem as populações da região.
A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira. Nesse contexto, a experiência de Paula como repórter passou a conviver com responsabilidades de organização editorial e de coordenação de uma estrutura de mídia regional.
Formação voltada à sociedade e à cultura
A formação acadêmica constitui outra frente da trajetória de Paula. Depois da graduação em Jornalismo, ela realizou especialização em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil divulgado pela Abraji também registra formação especializada em Ciências Políticas.
Na Ufam, concluiu o mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia. A formação reúne áreas relacionadas ao estudo das instituições, das desigualdades, das relações de poder e das dinâmicas sociais presentes na região.
Essa dimensão acadêmica aparece também na coorganização da obra Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia, conforme informações divulgadas pela Abraji e pelo Festival 3i. A participação acrescenta à carreira uma atividade voltada à elaboração e à circulação de conhecimento sobre questões sociais amazônicas.
Pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama
A pesquisa de mestrado de Paula Litaiff foi dedicada à resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus. O trabalho tratou de experiências relacionadas à organização e à atuação dessas mulheres em um território indígena localizado na capital amazonense.
Em junho de 2025, a Ufam divulgou a existência de um vídeo documental relacionado à dissertação. A produção aproximou o conteúdo da pesquisa universitária da linguagem audiovisual, reunindo outra forma de apresentar o tema estudado no mestrado.
A investigação ampliou o campo de atuação da jornalista para além do noticiário diário. Ao tratar de gênero, povos indígenas e organização social, o estudo estabeleceu uma conexão entre a comunicação, a produção acadêmica e a discussão sobre direitos e representação na Amazônia.
Segurança no trabalho jornalístico
As responsabilidades de Paula na direção de uma rede de comunicação também estão relacionadas à segurança de jornalistas e fontes. Em julho de 2025, ela participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado em São Paulo.
Paula integrou uma mesa dedicada à segurança de jornalistas e fontes na Amazônia. Durante o encontro, apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito.
Entre os pontos abordados esteve a necessidade de avaliar os riscos antes do trabalho de campo. Ela também tratou da importância de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis, tanto na preparação das equipes quanto na condução das atividades de apuração.
O tema se relaciona diretamente à gestão editorial. Além de definir pautas e acompanhar a produção de conteúdo, a direção de uma equipe envolve a criação de condições para que jornalistas e fontes sejam protegidos durante a investigação e a coleta de informações.
Produção sobre política, democracia e ambiente
Como autora, Paula mantém produção de entrevistas e editoriais sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Seus textos também abordam a emergência climática, a participação indígena na política, as desigualdades de gênero e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.
Os assuntos presentes nessa produção acompanham temas que atravessam a vida pública brasileira e a realidade amazônica. A cobertura combina a observação de decisões institucionais com a análise de mudanças sociais, ambientais e tecnológicas que interferem na circulação de informação.
A experiência como comentarista e editorialista acrescenta à carreira uma função de interpretação. Nesse trabalho, a jornalista se distancia do registro exclusivo do acontecimento e passa a examinar seus efeitos sobre a política, a democracia e a sociedade.
Registro profissional em 2025
Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação fez parte do processo de votação da premiação e representou um registro de reconhecimento profissional em sua trajetória.
No mesmo ano, a divulgação do vídeo relacionado à pesquisa de mestrado e a participação no congresso da Abraji colocaram em evidência duas frentes de sua atuação: a produção de conhecimento sobre a Amazônia e o debate sobre a segurança no jornalismo regional.
As atividades desenvolvidas ao longo da carreira incluem, portanto, funções distintas. Paula Litaiff atuou na apuração como repórter, na interpretação como comentarista e editorialista, na produção audiovisual, na pesquisa acadêmica e na administração de um veículo de comunicação.
Com a Amazônia como referência recorrente, esse percurso conecta a cobertura da vida urbana, a análise das instituições e o estudo de questões sociais. A experiência em redações e a formação universitária passaram a integrar um projeto de comunicação voltado à região e às relações que ela mantém com o restante do país.
Ver esta publicação no Instagram







