A indicação do tratamento preventivo contra a tuberculose em Manaus depende de duas etapas: a identificação de possível contato com o bacilo e a avaliação clínica para descartar a doença ativa. O teste tuberculínico, conhecido como PPD, é usado nessa investigação e passou a ser oferecido em 55 unidades da Rede de Atenção Primária à Saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informa que iniciou 927 tratamentos preventivos entre janeiro e outubro. Desse total, 248 pacientes concluíram o tratamento e 581 permaneciam em acompanhamento no período informado.
Exame não confirma tuberculose ativa
Segundo Anne Kimi Okazaki, chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, o PPD verifica se a pessoa já teve contato com a bactéria mesmo quando não apresenta sintomas. O resultado, porém, não diagnostica diretamente a tuberculose ativa. A finalidade é identificar uma possível infecção latente, quando o microrganismo permanece controlado pelo sistema imunológico.
Quando há reação ao teste, o paciente precisa prosseguir com avaliação clínica. Se a forma ativa da doença for descartada, pode ser recomendado o tratamento preventivo contra a infecção pelo bacilo. A Semsa informa que essa conduta busca evitar que uma eventual redução da imunidade favoreça a evolução para a tuberculose ativa.
Retorno é necessário para leitura
O PPD consiste na aplicação de uma pequena quantidade do derivado proteico purificado sob a pele do antebraço. O procedimento não é concluído no momento da aplicação. O paciente deve retornar à unidade de saúde entre 48 e 72 horas depois para que um profissional avalie a reação no local.
A leitura considera a presença de endurecimento e o tamanho da área formada. A medida é interpretada conforme critérios clínicos. Por isso, o retorno dentro do intervalo indicado é necessário para que o resultado seja analisado.
Novos pontos na rede municipal
Três Unidades de Saúde da Família (USFs) da área de abrangência do Distrito de Saúde Oeste começaram a realizar o exame em 20 de outubro. A oferta passou a incluir a USF Adalgiza Barbosa de Lima, no Lírio do Vale; a USF Santos Dumont, no bairro da Paz; e a USF Dom Milton Corrêa, no bairro Santo Agostinho.
Com a inclusão dessas unidades, o teste está disponível em 50 pontos da região urbana e em cinco localizados na zona rural, conforme a Semsa.
Quem pode ser encaminhado
O exame é indicado principalmente para pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com pacientes diagnosticados com tuberculose ativa. Também podem ser avaliadas pessoas que vivem com HIV/Aids, apresentam outras condições que comprometem a imunidade ou vão iniciar tratamentos com medicamentos capazes de reduzir a resposta imunológica.
De acordo com as informações da Semsa, o tratamento preventivo pode durar três meses, com administração semanal de medicamentos, conforme o esquema definido pelo profissional de saúde. Já o tratamento da tuberculose ativa tem duração mínima de seis meses, com variação de acordo com a avaliação clínica e a resposta do paciente.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus








