domingo, 25 de outubro de 2026
Amazonas

Monitoramento do ar em Manaus apoia prevenção com participação de diferentes órgãos

Sistema utilizado pela Defesa Civil mede partículas associadas à fumaça de queimadas, classifica os resultados em cinco níveis e pode ter a rede ampliada na capital.
Monitoramento do ar em Manaus apoia prevenção com participação de diferentes órgãos
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

O acompanhamento da qualidade do ar em Manaus é utilizado pela Defesa Civil Municipal para analisar riscos ambientais e apoiar ações preventivas durante períodos de maior presença de fumaça. A ferramenta mede a concentração de partículas, inclusive as associadas a queimadas, e reúne dados que podem subsidiar alertas e orientações à população.

A estrutura conta com o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) por meio de um termo de cooperação técnica. O monitoramento é conduzido pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec).

Dados são acompanhados em dois pontos

Os equipamentos estão instalados na sede da Defesa Civil Municipal, no bairro Compensa, na zona Oeste, e no ramal do Brasileirinho. As medições são observadas pela equipe técnica do órgão, que acompanha alterações na concentração de material particulado na capital.

Segundo o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, a fumaça que chega a Manaus está relacionada principalmente a queimadas registradas em municípios próximos e também em outros Estados. Ele citou localidades situadas na direção nordeste da capital, como Itacoatiara e Autazes.

As informações obtidas pelos sensores também contribuem para o trabalho do Núcleo de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (NumaDec), responsável por acompanhar cenários de risco e auxiliar na análise de dados ambientais. De acordo com a Prefeitura, o conteúdo pode ser utilizado na emissão de alertas e na divulgação de medidas de proteção quando necessário.

Classificação usa cinco faixas

O Selva organiza os resultados em níveis que vão de “boa” a “péssima” e utiliza cores para facilitar a compreensão das medições. Conforme Guilherme Figliuolo, chefe da Divisão de Suporte da Defesa Civil, concentrações de até 25 são classificadas como boas. A faixa entre 25 e 50 é considerada moderada; de 50 a 75, ruim; de 75 a 125, muito ruim; e acima de 125, péssima.

Em dias recentes, Manaus registrou pontos enquadrados na faixa mais elevada. No último fim de semana mencionado pela Prefeitura, os medidores apontaram média de 401,4 µg/m³ na manhã de sábado. A concentração foi descrita como uma das piores identificadas na capital nos últimos anos e como dezenas de vezes superior ao nível considerado ideal.

Prevenção envolve outras instituições

Segundo Lima Júnior, as ações preventivas são realizadas pela Defesa Civil em parceria com outras secretarias municipais, incluindo Saúde e Educação, além de instituições e especialistas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da UEA. A participação conjunta é apresentada como parte do trabalho de análise dos riscos e de orientação à população.

A Prefeitura de Manaus também estuda instalar novos sensores em pontos estratégicos da cidade. A proposta é ampliar a rede de monitoramento e obter informações de mais locais para orientar as medidas relacionadas à qualidade do ar. A divulgação não informa quantos equipamentos poderão ser instalados nem apresenta prazo para a expansão.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus