O descarte irregular de lixo é apontado pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) como um dos fatores que levam resíduos aos rios e aumentam a dificuldade da limpeza na orla de Manaus. A retirada do material foi reforçada nesta quinta-feira (22), durante a estiagem, em áreas do Centro e da zona Sul da capital.
De acordo com a Prefeitura de Manaus, a operação reúne 500 garis, máquinas de suporte, balsas e caçambas. Os equipamentos são utilizados nos serviços de capina e coleta de resíduos nas margens, enquanto as equipes também atuam em pontos onde o acesso depende das condições do nível dos rios.
Coleta inclui ecobarreiras
Além do lixo exposto nas margens com a descida das águas, a Semulsp recolhe resíduos acumulados nas ecobarreiras. Segundo a prefeitura, essas estruturas impedem o avanço do material para rios e igarapés e facilitam a atuação das equipes de limpeza.
O subsecretário da Semulsp, Leandro Mendes, afirmou que o serviço é realizado durante todo o ano, mas recebe reforço no período de estiagem. Com a redução do nível dos rios, resíduos que estavam cobertos pela água ficam visíveis, ampliando os pontos incluídos na operação.
“Conforme os rios vão secando, esses resíduos vão aparecendo. Esse trabalho é feito de forma contínua durante todo o ano. A balsa que está recebendo esse resíduo, ela sempre fica na orla de Manaus. Conforme o lixo vai aparecendo, nós vamos reforçando com mais garis para que o trabalho não demore”, declarou Mendes.
Embarcação nem sempre alcança as margens
Uma das balsas permanece na orla para receber o material retirado. Conforme novos pontos de acúmulo são identificados, a secretaria amplia a quantidade de trabalhadores envolvidos no recolhimento. O deslocamento até os locais pode ser feito por terra ou pela água.
Em trechos onde a estiagem impede a aproximação da balsa, os garis precisam transportar manualmente os resíduos até a embarcação. A dificuldade de acesso é agravada, segundo o subsecretário, pelo descarte incorreto de lixo, que faz com que o material termine nos rios.
“A prefeitura e a Semulsp fazem esse apelo para que a população descarte o seu lixo no local correto. O descarte incorreto para aqui nos rios e essa operação é complicada, porque o acesso é por terra ou pela água. Devido à estiagem, a balsa não consegue encostar e, muitas vezes, precisamos fazer o trabalho manual”, explicou.
Impacto na circulação
A manutenção da área também foi associada pela prefeitura à circulação de barcos e ao trabalho de pessoas que dependem da orla. O mecânico Valdecir Delfino, de 50 anos, afirmou que a retirada do lixo melhora a passagem de embarcações e de pedestres no local.
“Quando tira o lixo fica melhor, porque aqui passam barcos e passam pessoas. Quando está cheio de lixo ninguém pode passar, mas é por isso que é bom ter a limpeza. Isso aqui é prioridade da cidade, tem que ser feito, porque quando seca, todo ano fica desse jeito”, disse.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus







