quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Após máxima de 38,6°C, Campêlo propõe coordenação contra queimadas no Amazonas

A proposta apresentada por Marcellus Campêlo prevê uma política permanente de prevenção às queimadas e de adaptação às mudanças climáticas, com participação do Amazonas, das prefeituras e da União.
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O candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo, da Federação União Progressista, defende a criação de um pacto entre o Governo do Amazonas, os municípios e a União para ampliar a prevenção e o combate às queimadas no estado. A proposta prevê também o fortalecimento de políticas de adaptação às mudanças climáticas e o aumento dos recursos destinados à fiscalização ambiental.

A iniciativa é apresentada em um período marcado por estiagem, temperaturas elevadas e episódios de fumaça em Manaus. Na terça-feira (22/9), a capital registrou a maior temperatura do ano, de 38,6°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No dia seguinte, quarta-feira (23/9), a cidade amanheceu encoberta por uma espessa cortina de fumaça.

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou a qualidade do ar como “péssima” em vários pontos de Manaus. As condições ocorreram durante o período de estiagem, que, segundo a matéria-base, se intensifica com a influência do fenômeno El Niño e os efeitos da crise climática.

Integração entre governos

Campêlo afirma que pretende trabalhar, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para transformar diretrizes já previstas na legislação em uma política permanente de prevenção e adaptação. A proposta é distribuir responsabilidades entre os diferentes níveis de governo e estabelecer uma atuação conjunta antes do avanço do fogo.

“Precisamos tratar esse problema de forma integrada. Estado, municípios e União precisam trabalhar juntos, com planejamento, fiscalização e recursos para agir antes que o fogo avance, trazendo prejuízos ao meio ambiente e à saúde das pessoas”, afirma o candidato.

Na avaliação apresentada por Campêlo, o enfrentamento das queimadas deve fazer parte do planejamento de áreas como habitação, saneamento, drenagem, infraestrutura, saúde e desenvolvimento urbano. A intenção é incorporar os efeitos das mudanças climáticas às políticas públicas estaduais e municipais.

Fiscalização e áreas de risco

Além da prevenção, a proposta inclui a ampliação dos recursos para a fiscalização ambiental e o combate aos crimes ambientais. O objetivo declarado é fortalecer a capacidade do poder público de identificar áreas de risco, fiscalizar ocorrências e organizar ações conjuntas com prefeituras e órgãos federais.

O candidato também defende que o Amazonas e os municípios se preparem para períodos de seca severa, aumento das temperaturas, queimadas e outros eventos extremos. Para isso, as situações devem ser consideradas no planejamento das políticas públicas e na definição das medidas de resposta.

A proposta de pacto reúne, portanto, ações de prevenção, fiscalização e adaptação climática. A articulação envolveria o governo estadual, as prefeituras e a União, com a aplicação de recursos para reforçar a capacidade de atuação diante das queimadas e de seus efeitos sobre o meio ambiente e a saúde.

Foto: Caio de Biasi