A rede aérea do centro histórico de Manaus será submetida a procedimentos diferentes conforme a situação de cada cabo: materiais sem uso deverão ser retirados, enquanto a fiação ativa será reorganizada. A operação, coordenada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), prevê intervenções em 70 quilômetros nos próximos 12 meses, inicialmente concentradas na região central.
O trabalho envolve empresas de telecomunicações, a concessionária de energia elétrica e equipes técnicas. A proposta é identificar os responsáveis pelos cabos, planejar as intervenções e executar a remoção dos materiais obsoletos sem comprometer os serviços de energia, telefonia e internet que continuam em funcionamento.
Procedimentos distintos para os cabos
Uma das etapas previstas é a organização da rede que permanecerá ativa. Para isso, a operação utilizará o Sistema de Sustentação e Organização (SSO), formado por cordoalhas e suportes destinados a manter os cabos em pontos definidos. Conforme a empresa Brasil Limpo, responsável pela operação, a solução busca reduzir a tração exercida diretamente sobre os postes e manter a fiação em altura adequada, identificada por operadora.
Já os materiais sem uso passarão por retirada controlada. A operação teve início em agosto de 2025 e, até dezembro daquele ano, mais de 15 toneladas de fios e cabos obsoletos haviam sido removidas do centro histórico, segundo a Prefeitura de Manaus.
Levantamento e acompanhamento digital
Antes da execução dos serviços, o projeto prevê o diagnóstico da rede aérea, o levantamento das condições dos postes e a identificação das empresas que utilizam a infraestrutura. A Brasil Limpo informou que essa preparação foi precedida por mais de seis meses de estudos e levantamentos sobre a rede instalada na cidade.
O sistema de gestão apresentado à diretoria do Implurb em reunião realizada em 29 de outubro permite registrar as intervenções e acompanhar os serviços executados. Também estão previstos registros fotográficos dos trechos antes e depois dos trabalhos, relatórios por área, levantamento dos postes e controle dos quantitativos retirados.
A Prefeitura de Manaus informou que o acompanhamento digital permitirá monitorar as etapas da operação e a destinação dos materiais encontrados durante o serviço. A atuação municipal depende da articulação entre os agentes que utilizam os postes, incluindo a iluminação pública, a concessionária de energia e as empresas de telecomunicações.
Armazenamento dos materiais removidos
Os cabos retirados deverão permanecer em depósito por 40 dias. Nesse período, as empresas responsáveis poderão reivindicar os materiais removidos. Após o prazo, os itens que não forem reclamados serão encaminhados à destinação ambiental prevista para cada tipo de resíduo, com documentação comprobatória, segundo a Brasil Limpo.
A reunião de alinhamento sobre o sistema de gestão foi realizada pela diretoria do Implurb com representantes da empresa. O diretor-presidente do instituto, Antonio Peixoto, afirmou que a iniciativa trata tanto da retirada de cabos obsoletos quanto da reorganização da rede aérea que continuará em uso.
O contrato estabelece a atuação nos 70 quilômetros ao longo de 12 meses. A divulgação não detalha, contudo, um cronograma por trecho nem informa valores do contrato ou metas intermediárias para a execução da operação. Também não são apresentados resultados posteriores à etapa de retirada registrada até dezembro de 2025.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus






