A construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Riacho Doce, na zona Norte de Manaus, foi solicitada pelo vereador Saimon Bessa (União Brasil) durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus. A proposta depende da disponibilização de uma área que, segundo o parlamentar, estaria sem utilização pela concessionária Águas de Manaus.
A ideia apresentada é que o terreno seja cedido à Prefeitura de Manaus para viabilizar a implantação da unidade. Bessa afirmou que o novo posto atenderia moradores do bairro, com atenção especial a idosos, crianças e famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento por causa das ladeiras da região.
Pedido ainda depende de encaminhamentos
A divulgação da Câmara não registra a cessão da área, a aprovação da construção ou o início de alguma obra. Também não informa prazo para eventual transferência do terreno, custo estimado, cronograma de execução ou resposta da Prefeitura e da concessionária ao pedido feito pelo vereador. Assim, o que foi apresentado na sessão é uma solicitação para viabilizar a unidade, e não a confirmação de que o equipamento será construído.
“Nós precisamos atender e cuidar dessa parte da nossa cidade. Para isso, é necessário ter um novo posto de saúde naquela localidade, garantindo o acesso à saúde básica para os moradores, especialmente idosos, crianças e famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento devido às ladeiras da região”, afirmou Saimon Bessa.
Protocolo prevê medidas durante períodos de fumaça
Na mesma sessão, o vereador Dione Carvalho (Agir) apresentou uma proposta para criar um protocolo municipal de resposta a períodos de fumaça. O texto prevê o monitoramento diário da qualidade do ar nas diferentes zonas de Manaus, com divulgação dos índices nos canais oficiais da Prefeitura.
As medidas seriam adotadas conforme a concentração de partículas finas no ar. Entre as ações previstas estão a suspensão de atividades ao ar livre nas escolas, a distribuição de máscaras PFF2 para pessoas de grupos de risco e a disponibilização de espaços com ar limpo em situações de maior poluição. Nos níveis mais altos de alerta, a proposta prevê a suspensão das aulas presenciais e providências específicas para o funcionamento dos serviços públicos.
O protocolo também menciona a identificação de focos de queimadas em municípios antes que a fumaça alcance a capital. Para queimadas em quintais entre agosto e novembro, o texto estabelece multas a partir de R$ 7,8 mil e prevê a possibilidade de uso de imagens de satélite como prova de infrações.
Ao defender a proposta, Dione Carvalho disse que a intenção é antecipar respostas para evitar a repetição de uma crise de fumaça. O vereador citou normas da Organização Mundial da Saúde e relacionou os efeitos do problema à possibilidade de aumento da procura por hospitais e unidades básicas de saúde.
Assim como no pedido relativo ao Riacho Doce, a divulgação da Câmara apresenta as medidas como propostas debatidas no Legislativo. Não foram informados, no conteúdo divulgado, prazos para implantação do protocolo, estimativa de custos, responsáveis por cada ação ou resultado de eventual encaminhamento das duas iniciativas.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.
Foto: Cleuton Silva e Eder França/Dicom








