sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Municípios do Amazonas

Vida comunitária de Amaturá se distribui entre sede urbana, rios e produção rural

Com território de 4.658,391 km² e população de 10.819 habitantes no Censo 2022, Amaturá articula sede urbana, comunidades do interior, produção rural e patrimônio relacionado à formação do Alto Solimões.

A vida comunitária de Amaturá se organiza entre a sede urbana, as comunidades rurais e ribeirinhas e as atividades econômicas ligadas ao território. Localizado no oeste do Amazonas, o município integra a Região Geográfica Imediata de Tabatinga e a Região Geográfica Intermediária de Tefé.

Amaturá faz divisa com Jutaí, São Paulo de Olivença e Santo Antônio do Içá. A aproximadamente 907 quilômetros de Manaus, segundo a Amazonastur, a cidade mantém relação cotidiana com os rios e com as localidades distribuídas pelo interior municipal.

Território e população

O município possui 4.658,391 km² de área territorial. No Censo de 2022, registrou 10.819 habitantes, com densidade demográfica de 2,28 habitantes por quilômetro quadrado. A estimativa populacional apresentada pelo IBGE para 2026 é de 11.633 pessoas.

Na sede, a Wikipédia identifica os bairros Centro, Santa Etelvina e São Francisco. Essa configuração se combina com comunidades rurais e ribeirinhas espalhadas pelo território, formando uma estrutura urbana e comunitária marcada pela distância entre localidades e pela circulação pelos rios.

Entre os indicadores registrados no painel Cidades e Estados do IBGE estão escolarização de 6 a 14 anos de 98,91%, IDHM de 0,560, referente a 2010, e mortalidade infantil de 18,66 óbitos por mil nascidos vivos em 2025. O PIB por habitante foi de R$ 12.453,24 em 2023.

Produção ligada à mandioca e à pesca

A economia local combina serviços, agricultura e pesca. Estudo disponibilizado pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, publicado em 2025 com base em referências anteriores, cita a mandioca, a banana, o milho e a pesca de pirarucu entre as atividades produtivas de Amaturá.

A mandioca aparece tanto no cultivo quanto no beneficiamento. Em 2023, produtores solicitaram ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas capacitação para a fabricação de farinha e derivados, além de orientação sobre o manejo da castanha-do-brasil. Na mesma ocasião, foi pedida a oferta de pós-larvas de tambaqui para apoiar a piscicultura.

Outro registro do Idam informa que R$ 251 mil foram destinados, em 2023, a agricultores e pescadores do município por meio da Agência de Fomento do Amazonas. Os financiamentos incluíram capital de giro e equipamentos para pesca artesanal e cultivo de mandioca, como embarcações, motores, refrigeradores e roçadeiras.

Marcas da formação histórica

A história de Amaturá está relacionada às missões religiosas, aos povos indígenas e à reorganização administrativa do Alto Solimões. A Prefeitura afirma que as origens do município se conectam à trajetória de São Paulo de Olivença, formada a partir da missão de São Paulo Apóstolo, estabelecida por jesuítas no final do século XVII.

A antiga missão passou a ser conhecida como aldeia de São Paulo dos Cambebas e, posteriormente, tornou-se sede de São Paulo de Olivença. Desmembramentos territoriais deram origem a novos municípios, e Amaturá conquistou a emancipação em 1981.

O nome do município também é associado ao aturá, cesto utilizado para transportar materiais, especialmente entre povos Cocama e Cambeba. Conforme explicação registrada pela prefeitura e atribuída a relatos de historiadores locais, a pronúncia teria se transformado até chegar à denominação atual.

Patrimônio, religiosidade e turismo

Entre as referências destacadas pela Amazonastur estão o Colégio São Cristóvão e a praça de mesmo nome. O local é associado à antiga formação seminarística e à contemplação do pôr do sol. O órgão estadual também menciona hospedagens e restaurantes de estrutura simples, com pratos típicos do Alto Solimões.

Os festejos de São Cristóvão integram o calendário comunitário e reúnem celebração religiosa, participação das famílias e movimentação econômica. A organização envolve a Paróquia São Cristóvão, com apoio municipal para a estrutura do evento.

O calendário oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas registra 25 de julho como Dia do Padroeiro São Cristóvão e 30 de março como data de elevação de Amaturá à categoria de cidade. As datas refletem, respectivamente, a tradição religiosa e a trajetória administrativa do município.